terça-feira, outubro 18, 2005

Major Luis Alberto de Oliveira


Nasceu em Coruche em 1880. Entrou para a escola militar e, desde cedo mostrou ser um bom esgrimista, a tal ponto de ser chamado por D.Carlos, para dar lições de esgrima ao futuro D.Manuel II.
Em Dezembro de 1912, então tenente, foi destacado para Angola, lutando com bravura e tenacidade.
Em Fevereiro de 1917, já capitão, é enviado para França, incorporado no Corpo Expedicionário Português.
Voltando a Portugal por motivos de saúde, é nomeado por Sidónio Pais, governador civil de Coimbra, onde desenvolveu uma obra meritória em todos os campos.
Em 1932 é nomeado 1º comandante de Caçadores 5, cargo que ocupou até 1938, quando passou á reserva.
Entretanto em 1933 foi chamado para sobraçar a pasta do Ministério da Guerra.
Lutou muito pela construção das pontes rodoviárias (que ainda hoje servem a vila e a região) para acabar de vez com as pontes provisórias em madeira que as cheias destruíam e arrastavam, e acabar a travessia de pessoas e mercadorias em barcaças, sempre que as águas invadiam tudo. Consegui o que pretendia.
Em 16 de Agosto de 1930, era inaugurada a primeira a que deram o nome de Ponte General Teófilo da Trindade. Assistiu à inauguração o Presidente da República de então.
Em 1932, eram inauguradas as outras. Estava assim aberto o caminho seguro para as regiões do Sul, do leste e do nordeste.
A construção da pontes teve influência no assoreamento do leito do rio e na mudança do seu curso. Foi preciso proteger as casas ribeirinhas contra a corrente. Assim surgiu a avenida Marginal Luís de Camões e o belo Jardim.
Foi também devido à acção de Luís Alberto Oliveira que se montaram os telefones, se fizeram canalizações, para levar água aos domicílios e se iniciou a rede de esgotos.
A população reconhecida, ergueu-lhe mais tarde um vasto pedestal com o seu busto, em frente da Câmara Municipal, para o perpetuar, e deu o seu nome ao bairro das escolas.

O seu busto no dia 18 de Março de 1975, perante a passividade da maior parte dos Coruchenses foi arrancado e o pedestal destruído, foi gente “viera de fora” (toda a gente sabe que não era de fora, era do concelho) montada em camionetas e tractores, comandados por um alferes vindo de Vendas Novas, para destruírem tudo o que lembrasse o passado recente.

Ainda me lembro desse dia, apesar da minha tenra idade, um dia negro na história de Coruche…lembro-me como se fosse hoje…!
Que Deus lhes perdoe...!